21 Best Aluísio de Azevedo Quotes
21 quotes by Aluísio de Azevedo from O cortiço, each linked to the full book summary.
“O cortiço acordava, sacudia a preguiça de suas palhas e começava a trabalhar.”Esta linha descreve o despertar diário do cortiço, personificando-o como um ser vivo que se levanta para a labuta. Ela estabelece o tom naturalista da obra, onde o ambiente é um personagem ativo e influente.
“João Romão era um desses temperamentos de ferro, que o trabalho não verga, que a miséria não abate.”Esta citação caracteriza João Romão como um homem de ambição e resiliência inabaláveis. Ela destaca sua determinação e sua capacidade de superar adversidades para alcançar seus objetivos, mesmo que por meios questionáveis.
“Aquele cortiço era uma coisa viva, que respirava, que se movia, que tinha alma.”Esta frase personifica o cortiço, elevando-o de mero cenário a um protagonista coletivo. Ela enfatiza a ideia de que o ambiente possui uma identidade própria, influenciando profundamente a vida de seus moradores.
“E o cortiço, como um grande animal, dormia e acordava, comia e bebia, procriava e morria.”Esta metáfora animalística reforça a visão naturalista do cortiço como um organismo biológico. Ela ilustra o ciclo de vida e a natureza instintiva das interações humanas dentro daquele ambiente.
“A miséria, a imundície, a promiscuidade, tudo aquilo era o seu elemento.”Esta linha descreve o ambiente do cortiço como um lugar onde as condições precárias são a norma. Ela sublinha a degradação social e moral que permeia a vida dos moradores, moldando seus comportamentos e destinos.
“Bertoleza era a sua escrava, a sua amante, a sua cúmplice.”Esta citação resume a complexa e trágica relação de Bertoleza com João Romão. Ela destaca a exploração, a dependência e a submissão da personagem, que é usada por ele para seu enriquecimento e depois descartada.
“O cortiço, em si, era uma força, uma entidade, um ser que se impunha.”Esta frase reitera a potência do cortiço como uma presença dominante na narrativa. Ela sugere que o ambiente não é passivo, mas uma força ativa que molda e determina as ações e os destinos de seus habitantes.
“Aquele cortiço era um caldeirão, onde ferviam todas as paixões humanas.”Esta metáfora vívida descreve o cortiço como um lugar de intensa ebulição de emoções e instintos. Ela ilustra a promiscuidade e a densidade das relações, onde o amor, o ódio, a inveja e a ambição se manifestam abertamente.
“E assim, devagar, sem que ninguém o percebesse, João Romão ia-se tornando o senhor absoluto de tudo aquilo.”Esta linha narra a ascensão gradual e sorrateira de João Romão ao poder. Ela revela sua astúcia e sua capacidade de manipular o ambiente e as pessoas para consolidar seu domínio sobre o cortiço e seus negócios.
“O cortiço era um monstro, que devorava tudo, que tudo transformava em si mesmo.”Esta imagem poderosa retrata o cortiço como uma entidade voraz e assimiladora. Ela simboliza a capacidade do ambiente de absorver e moldar os indivíduos, transformando-os de acordo com suas próprias características e dinâmicas.
“Aquele cortiço era a imagem viva da promiscuidade, da desordem, da miséria.”Esta citação é uma descrição direta das condições de vida no cortiço, enfatizando a falta de higiene, a desorganização e a pobreza. Ela serve como um espelho da realidade social da época, criticando as mazelas urbanas.
“O cortiço era um organismo, que vivia, que se reproduzia, que se corrompia.”Esta frase encapsula a visão naturalista do autor sobre o cortiço como um ser biológico. Ela sugere que o ambiente, como qualquer organismo, nasce, cresce, se desenvolve, mas também pode decair e se corromper moralmente.
“João Romão era o seu deus, o seu senhor, o seu carrasco.”Esta citação expressa a visão trágica de Bertoleza sobre João Romão. Ela revela a total dependência e o terror que ele lhe inspirava, culminando em seu destino fatal. É um resumo da exploração e crueldade.
“Aquele cortiço era um formigueiro humano, onde cada um lutava pela sua própria sobrevivência.”Esta metáfora compara o cortiço a um formigueiro, destacando a agitação e a luta incessante pela vida. Ela ilustra a competição e o individualismo que regem as relações entre os moradores em busca de subsistência.
“O cortiço, enfim, era a expressão mais completa da vida brasileira daquela época.”Esta linha eleva o cortiço a um símbolo da sociedade brasileira do século XIX. Ela sugere que o microcosmo do cortiço reflete as complexidades, os vícios e as virtudes de uma nação em formação.
“Aquilo, afinal, não era um cortiço, era uma grande casa de moradia coletiva, uma espécie de grande hotel de gente pobre.”Descrição inicial do cortiço, enfatizando sua natureza de organismo vivo e coletivo.
“E ia-se formando, assim, uma grande família, uma grande tribo, com seus costumes, sua língua, seus vícios e suas virtudes.”A formação da comunidade do cortiço, que adquire uma identidade própria.
“Aquele cortiço era uma grande boca, que engolia gente e a vomitava em seguida, moída, triturada, irreconhecível.”Metáfora que ilustra o poder transformador e degradante do ambiente do cortiço sobre seus moradores.
“O cortiço era a coisa mais natural do mundo, era a vida em seu estado mais cru, mais primitivo, mais animal.”Reflexão sobre a essência naturalista da vida no cortiço, onde os instintos prevalecem.
“A ambição de João Romão não tinha limites; era uma força cega, surda, que atropelava tudo em seu caminho.”Caracterização da ambição implacável de João Romão, motor de suas ações.
“E assim, enquanto o cortiço prosperava, a alma de João Romão se empobrecia, se enegrecia, se endurecia.”Contraste entre o sucesso material de João Romão e sua degradação moral.
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